terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O amor como atitude ...ja pensou nisso?


Nós vivemos em meio a vários sentimentos. Sentimos fome, frio, dor. Gostamos das pessoas ou de objetos. Sentimos medo, raiva, angústia e muitas outras coisas em nosso dia-a-dia. Tudo isso, no entanto, passa. Eu posso estar feliz e em dez minutos receber uma notícia ruim e ficar extremamente triste. Eu posso estar com uma dor horrorosa de cabeça, tomar um remédio e imediatamente sentir-me melhor. O que eu quero dizer com isso é que os sentimentos são passageiros.

Veja bem, se gostamos de uma pessoa, esse sentimento não será para sempre. Ou ele evolui para amor ou simplesmente deixamos de gostar da pessoa. Da mesma forma a raiva, é normal sentirmos raiva, uma vez que somos limitados e incapazes de vivermos no amor plenamente. O que não podemos deixar acontecer é o sentimento de raiva evoluir para o ressentimento. A raiva também passa. Quantas vezes brigamos com nossos irmãos e no dia seguinte estamos abraçados com eles
O amor não se encaixa neste contexto de sentimento. Se o amor fosse um sentimento ele seria frágil. E o amor não é frágil. O amor é um ato, uma atitude em favor do outro. O que o amor é então?

O amor, segundo o dicionário Aurélio é um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outra pessoa; então temos que corrigir o Aurélio; amor é um ato que leva alguém a fazer o bem a outra pessoa. É necessário fazer essa correção uma vez que, como foi visto anteriormente, amor não é um sentimento.

No capítulo 13 do livro de Coríntios, versículos 4 a 13 diz:
“O amor é paciente, o amor é prestativo; não é invejoso, não se ostenta, não se incha de orgulho. Nada faz de inconveniente, não procura seu próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor. Não se alegra com a injustiça, mas se regozija com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará. As profecias desaparecerão, as línguas cessarão, a ciência também desaparecerá. Pois o nosso conhecimento é limitado; limitada é também a nossa profecia. Mas, quando vier a perfeição, desaparecerá o que é limitado. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Depois que me tornei adulto, deixei o que era próprio de criança. Agora vemos como em espelho e de maneira confusa; mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é limitado, mas depois conhecerei como sou conhecido. Agora, portanto, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. A maior delas, porém, é o amor”.
O amor é paciente: Quantas vezes somos pacientes em nosso dia-a-dia? O tempo passa e não conseguimos ser pacientes. Essa é a hora de revermos essa questão e pensar: “Se Deus está me falando que amar é ser paciente, porque então estou agindo assim com as pessoas que são próximas de mim?”. O amor é prestativo. Ser prestativo é amar! Quando alguém te pede um favor, e esse favor vai te tomar um tempo, o que fazemos? Muitas vezes negamos o favor, ou seja, não estamos amando! O amor é verdadeiro. Tudo desculpa tudo crê, tudo espera, tudo suporta. Lindo isso! Quando amamos alguém, somos misericordioso com essa pessoa. Ter misericórdia significa amar mesmo quando o outro não merece ser amado.
Amar consiste em entender o outro. Fazer de tudo para poder ajudar o meu próximo. Ao em vez de ficarmos brigando, reclamando com situações de nosso dia-a-dia, devemos amar, entender e ajudar. Se o marido bate na esposa, e ela o ama, o que tem que ser feito? AMAR! Verificar no dia-a-dia o que está de errado. O que está acontecendo que o marido está batendo na esposa. Qual o verdadeiro motivo de tamanha violência. Procurar resolver a situação com amor, fé, paciência e esperança.
No nosso dia-a-dia amamos de várias formas: Amor de mãe/pai; Amor de filho/filha; Amor de marido/esposa; Amor de irmãos; e Amor de Deus.
Todas essas formas de amor são verdadeiras e consiste em abrir mão do que gostamos em detrimento ao gosto do irmão. Deus nos ama completamente. 100% amor. Só por esse motivo já posso amar também, na verdade, se não fosse o amor incondicional e maravilhoso de Deus eu não seria capaz de amar. Deus me ama completamente. Ama o meu externo ama o meu interno. Deus ama os meus atos, minhas ações. Deus me ama quando erro e quando acerto. O amor de Deus é infinito. E sabendo disso consigo viver no amor e viver para amar.
Jesus só conseguiu amar como amou porque foi completamente amado pelo Pai. E isso que Deus está nos mostrando hoje. O seu amor é tão grande que, mesmo com nossas misérias e pecadas podemos amar o próximo da mesma forma que somos amados por Ele.



artigo retirado de http://www.artigonal.com/

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Pra terminar 2010 e começar Bem 2011

muitas vezes queremos mudar o mundo , pois ele está cheio de imperfeições que dificultam a nossa felicidade , mas na verdade o principal vilão de nossas vidas estão em nós mesmo e começar a mudança do mundo por ele é o mais importante e como forma de lhes desejar um feliz ano novo deixo esta mensagem linda de chico xavier que visa principalmente o engrandecimento pessoal como fonte de felicidade e amor...
Feliz ano novo a todos...

sábado, 25 de setembro de 2010

''Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...

Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida...

Um dia, quando os funcionários chegaram para trabalhar, encontraram na portaria um cartaz enorme, no qual estava escrito:

"Faleceu ontem a pessoa que atrapalhava sua vida na Empresa. Você está convidado para o velório na quadra de esportes".

No início, todos se entristeceram com a morte de alguém, mas depois de algum tempo, ficaram curiosos para saber quem estava atrapalhando sua vida e bloqueando seu crescimento na empresa. A agitação na quadra de esportes era tão grande, que foi preciso chamar os seguranças para organizar a fila do velório. Conforme as pessoas iam se aproximando do caixão, a excitação aumentava:

- Quem será que estava atrapalhando o meu progresso ?
- Ainda bem que esse infeliz morreu !

Um a um, os funcionários, agitados, se aproximavam do caixão, olhavam pelo visor do caixão a fim de reconhecer o defunto, engoliam em seco e saiam de cabeça abaixada, sem nada falar uns com os outros. Ficavam no mais absoluto silêncio, como se tivessem sido atingidos no fundo da alma e dirigiam-se para suas salas. Todos, muito curiosos mantinham-se na fila até chegar a sua vez de verificar quem estava no caixão e que tinha atrapalhado tanto a cada um deles.

A pergunta ecoava na mente de todos: "Quem está nesse caixão"?

No visor do caixão havia um espelho e cada um via a si mesmo... Só existe uma pessoa capaz de limitar seu crescimento: VOCÊ MESMO! Você é a única pessoa que pode fazer a revolução de sua vida. Você é a única pessoa que pode prejudicar a sua vida. Você é a única pessoa que pode ajudar a si mesmo. "SUA VIDA NÃO MUDA QUANDO SEU CHEFE MUDA, QUANDO SUA EMPRESA MUDA, QUANDO SEUS PAIS MUDAM, QUANDO SEU(SUA) NAMORADO(A) MUDA. SUA VIDA MUDA... QUANDO VOCÊ MUDA! VOCÊ É O ÚNICO RESPONSÁVEL POR ELA."

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos e seus atos. A maneira como você encara a vida é que faz toda diferença. A vida muda, quando "você muda".

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Quanto tempo(vidas) mais irá nos custar??? (Até Quando Esperar?)

Rice pede negociações de paz entre Israel e Palestina

AE-AP - Agencia Estado


JERUSALÉM - A embaixadora dos Estados Unidos na Organização das Nações Unidas (ONU), Susan Rice, pediu aos israelenses que retomem as negociações de paz com os palestinos, sem a necessidade de estabelecer condições prévias para o diálogo. Rice se reuniu hoje com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e deve se encontrar amanhã com o primeiro-ministro da Palestina, Salam Fayyad amanhã.



"Nós precisamos decidir se somos sérios a respeito da paz ou se ficaremos na conversa só para agradar", disse ela, em discurso que dá sequência à política do presidente dos EUA, Barack Obama, em buscar soluções diplomáticas para o Oriente Médio.



Em discurso durante uma conferência com a participação do presidente israelense Shimon Peres, Rice disse que seu governo está comprometido com sua segurança. "Como o presidente Peres sempre nos lembra, ser sério (sobre o processo de paz) significa se arriscar pela paz", disse Rice.



Peres dividiu o prêmio Nobel da Paz de 1994 com o líder palestino Yasser Arafat e com o líder israelense assassinado Yitzhak Rabin por seus esforços para a paz no Oriente Médio.

Pitacando : Será que ainda somos os mesmo de milênios atrás , pois parece que sim , ja que parecemos não ter a capacidade de resolver essa questão que tira tantas vidas e já dura tanto tempo , mas que com um pouco de tolerância ja poderia ter sido resolvida e assim teriamos poupado muitas vidas...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Escravidão!

A origem da escravidão humana perde-se no tempo e se acha ainda oculta pela poeira dos séculos que envolvem a própria historia do homem sobre a terra. É a luz do saber humano ainda não se projetou sobre a primeiro escravo, se branco ou negro, se asiático, africano ou europeu.

Admite-se, todavia, que surgiu a escravidão do homem com as primeiras lutas e teve origem no direito da força que foi corporificando e se espalhando entre os homens isolados, destes às famílias, às tribos e por fim, às nações e aos estados organizados. A ferocidade do vencedor exaltada sobre o vencido fora a causa potencial da escravidão do homem desde a mais remota antigüidade, desde os assírios, os egípcios, os judeus negros e romanos e bem assim os demais povos da mais alta antigüidade, adotaram a escravidão e legislaram sobre ela, sobretudo os romanos que coibiram os abusos que se cometiam à sombra dos usos e costumes dos demais povos, estabelecendo princípios do modo de ser escravos , estes princípios constituíram um grande avanço em prol da liberdade humana, mas tarde duas poderosas forças vieram modificar os modos de ser escravos; o advento do Cristianismo e a evolução natural do direito.

O escravo era considerado como coisa, era vendido como peça, contado ou pesado, trocado,doadointer-vivos ou cauda mortis, legado ou herdado é por si mesmo, a mais fabulosa somação de sofrimento, de dores e desgraças.Costume este incorporado mais tarde ao Código Penal do Império,a lei impunha a pena de no máximo duzentos açoites nas grandes cidades, mas no interior, nas minas e nas senzalas, os senhores aplicavam-na no escravo arbitrariamente.

As leis tinham disposições excepcionais que permitiam que os escravos sofressem torturas para fazerem declarações, as marcas de ferro quente, as mutilações de alguma parte do corpo, e a pena de morte estavam contidas no livro V das ordenações portuguesas, e ampliadas constantemente pelas Cartas Régias expedidas pela corte, para atender a cada caso, seja no engenho, nas minas. Por toda a parte havia tortura, penas e castigos horrendos impostos aos negros e os arsenais de tortura se multiplicavam com as Cartas Régias e as ordenações e os alvarás que não eram de liberdade e sim de sentenças condenatorias, e a imaginação humana esgotou os recursos na invenção de penas e tormentos que subjugavam os negros escravos, por isto criaram viramundos, algemas, gargalheiras, cadeira ajustada aos pulsos e ao tornozelo, a pescoceira de ponta curva, a mascara de ferro, a focinheira, o açoite, a palmatória, o tronco chinês, o cinto com seu cadeado pendente, as letras de fogo que eram impressas na espádua do negro fujão e o libambo era o que compunha o arsenal de dor, maceração, tortura e mortificação dos negros a serviço do senhor dono do escravo que comprava o negro escravo e desumanizava-o, para o tornar manso e obediente, as vezes eles preferiam matar o escravos, antes de lhe permitir uma reação, que se estendesse a toda a colônia. Matava-o quando se insurgia; e mutilava-o para purifica-lo, porém o branco era egoísta e tímido, pois necessitava de companhia que o seguisse para lhe resguardar pelos caminhos, sendo assim selecionava os pretos bons e fortes e os armava para sua segurança. A escravidão na África foi uma imitação da escravidão dos Mouros e Sarracenos, que cresceu, desenvolveu-se, agigantou-se e envolveu todas as grandes potências marítimas, que eram a Inglaterra, França, Espanha e Portugal e outras quase todas arrastadas pelas rendas que o mercado de escravo oferecia, a África por conseguinte, passou a ser o grande palco da escravidão do homem pelo homem e quando criaram-se hordas de penetração ao interior desconhecido para aprisionamento dos negros, em vez de missões civilizadoras, e para legitimar a escravidão negra criou-se o principio hediondo, imoral e mentiroso do resgate.

O homem foi transformado em mercadorias e classificados nas alfândegas como objeto de utilidade para pagamento de imposto de exportação.

E os primeiros negros introduzidos em Portugal constituíram, os fundamentos naturais da organização de empresas de transporte de peças e despertaram a cobiça de seu comercio rendoso e pela facilidade de aprisionar os negros em toda costa africana onde os maometanos faziam suas presas para trocarem pelos prisioneiros que os portugueses lhe faziam nas suas conquistas pelos mares afora, e as Ilhas da Madeira e as Ilhas Canárias tornaram-se o principal foco de comercio de escravos, que logo se propagou nos mercados de Lisboa e de Sevilha. Mouros, portugueses e espanhóis desfraldaram a bandeira de horrores em todos os rochedos da costa africana para a apreensão dos negros dispersos pelas orlas marítima, foi quando que os duzentos e trinta e cinco negros desembarcados no Algarves pelo escudeiro Lançarote em 1444 constituiu o prólogo que se ensaiava para ser levado no século seguinte, e estas apanha de negros tornou-se tão desumana e barbara que os próprios governos interessados nela, se viram obrigados a tomar providencias para que as mesmas fossem mais humana, por isto provocaram algumas medidas dos poderes temporais romanos e para ameniza-la a igreja interviu desde o principio contra as barbaridades aplicadas aos negros invocando as leis divinas e naturais quando o Papa Pio II, em Bula de 7 de Outubro de 1462 o censurou, e com especialidade a redução dos neófitos da África à escravidão. A compra de escravos aos poucos foi se organizando, com aquiescência e apoio e proteção de todos os governos; a competição mais forte dava-se entre os especuladores da França, Inglaterra, Holanda e Portugal que com os novos descobrimentos haviam aumentado a extensão de terras aproveitáveis, e para elas eram necessárias os escravos, riqueza sem a qual a terra nada valeria, e de inicio as ilhas de São Tomé e de Portugal e outras do Golfo da Guiné, tornaram-se entrepostos do tráfico onde o negro se submetia a um certo aprendizado a estes entrepostos eram compostos de um pequeno forte destinado a proteger a mercadoria, de algumas casas para os contratantes e de vários barracões para abrigar as levas de negros que vinham do interior. No inicio os Mouros eram os intermediários entre os portugueses e os grandes fornecedores com o decorrer do tempo os entendimentos passaram a ser feito diretamente com os régulos em suas aldeias de onde os negros eram quase sempre caçados pelos próprios mercadores, mediante ao pagamento de um tributo junto aos régulos, os negros desde a sua apanha e durante o tempo de viagem eram conservados ligado uns aos outros com um pedaço de madeira semelhante a um bridão, amarrado à boca e em volta do pescoço ficavam presos a uma forquilha, com as mãos presas atras das costas, amarrados por uma corda na cintura do condutor para evitar os gritos e fugas! Até a feitoria onde eram abrigados em barracões durante um certo período que se da o nome de refresco a espera de navios para serem embarcados, e as levas de escravos negros antes de serem embarcados para o novo mundo eram batizados pelo Bispo de Luanda e desta maneira ficavam os traficantes livre do pagamento de imposto, quando os se destinavam ao Brasil.

Fonte:
http://www.geocities.com/zumbi2000/escravidao.htm

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

MEC suspende dez vestibulares de pedagogia no país

retirado de Folha uol..
MEC suspende dez vestibulares de pedagogia no país
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da Folha Online

Hoje na Folha O Ministério da Educação vai suspender os vestibulares de dez cursos de pedagogia do país que tiveram notas baixas nas duas avaliações da área (2005 e 2008). A decisão será publicada hoje no "Diário Oficial"
Segundo o texto, a intenção da gestão Lula, é evitar que estudantes entrem em cursos com problemas. O governo afirma ainda que a redução de alunos ajuda a melhorar a qualidade do ensino. As dez escolas, todas privadas, ofereceram cerca de 2.000 vagas no último vestibular (no total, foram 173 mil no país todo, segundo o último censo).

Levantamento da reportagem aponta que, das 49 escolas fiscalizadas pela pasta, mal avaliadas na prova de 2005, apenas nove atingiram o patamar adequado no exame de novembro de 2008 --cujos resultados foram divulgados neste mês.

Outro lado

As faculdades que não conseguiram atingir o patamar esperado de qualidade afirmam que um dos principais problemas é que o aluno chega ao ensino superior sem os conhecimentos básicos, de ensino médio.

"Fizemos cursos [de reforço] para os alunos, mas eles não estão preparados para essa prova [Enade]", diz Sônia Cabrera, diretora das Faculdades Integradas de Paranaíba (MS).

O problema é confirmado por Divino Eterno, diretor da Faculdade Alfredo Nasser (GO), que tirou 2 no conceito Enade (escala de 1 a 5), mas não perderá vagas de vestibular.

Os alunos da faculdade de Paranaíba obtiveram nota 1 no último Enade. Três anos antes, a nota havia sido 2. A escola terá o vestibular suspenso.

Das dez faculdades que terão os vestibulares de pedagogia suspensos, apenas a de Paranaíba se manifestou.
pitacando:
sinta-se a vontade pra fazer seu comentário...

domingo, 6 de setembro de 2009

'Nunca toquei em um iPhone', diz o 'pai' do telefone celular

Criador do primeiro aparelho móvel, Martin Cooper prefere simplicidade.
Protótipo Dyna-Trac pesava um quilo e tinha bateria para 20 minutos.

Do G1, no Rio

texto retirado de HTTP://GLOBO.COM
Em visita à Espanha, o engenheiro norte-americano Martin Cooper - conhecido como o 'pai' do celular, por ter inventado o primeiro aparelho móvel na década de 70 - surpreendeu a todos ao afirmar que nunca usou iPhone, o smartphone mais badalado da atualidade, fabricado pela Apple.

"Eu nunca toquei em um iPhone, mas esta guerra entre o Android, Symbian e Apple parece ser mais democrática. Trará mais inovação. É melhor do que um sistema único para todos. Isso seria como uma ditadura. A escolha dos usuários faz com que se promova a inovação", disse ele ao jornal espanhol "El País".

Em 3 de abril de 1973, Martin Cooper fez a primeira chamada com o Dyna-Trac, um protótipo da Motorola, empresa para a qual o engenheiro trabalhava na época da invenção. Nos anos 80, começaram a ser comercializados os primeiros dispositivos, que custavam mais de US$ 4 mil (cerca de R$ 8 mil), pesavam cerca de um quilo e tinham bateria com duração média de apenas 20 minutos. "Realmente, eu não acho que alguém poderia segurar tanto peso na orelha por muito tempo", brincou Cooper.
Em vez de um moderno aparelho, Cooper prefere a simplicidade, e surpreendeu ao mostrar seu próprio telefone celular: um terminal comum, apenas com números para discagem, uma pequena tela e um botão para falar com o operador. "Quem inventou foi minha mulher, Arlene Harris; e é perfeito para conversar, sem complicações. A parte de ouvir está no ouvido e o microfone na boca. É de extrema simplicidade", disse Cooper, acrescentando que, "infelizmente, só podem ser comercializados nos Estados Unidos".
Dependência
"Estudos mostram que, se alguém tem que abrir mão de algo prefere deixar seu carro do que o seu celular. Mesmo se a pessoa ficar sem trabalho e tenha que economizar em comida para manter sua linha telefônica", revelou Cooper, falando sobre a forte dependência que muitos têm do celular. "Os aparelhos de hoje são muito mais sociáveis, já que nos permitem interagir no Facebook e Twitter, embora deste último eu não entenda quase nada nada", acrescentou o engenheiro, que já passou dos 80 anos.
Os usos do celular nos continentes não são os mesmos. Na América do Norte, por exemplo, se fala de três a cinco vezes mais do que na Europa. Nos Estados Unidos, a competição fica em torno do de preços mais baixos, enquanto na Europa a maior preocupação é a a melhor cobertura. Em ambos os continentes, cerca de 13% da população tem celular, mas não tem telefone fixo. "É lógico! Nós chamamos as pessoas, não lugares", disparou Cooper.

Aplicações

Uma vez superada a era da transmissão de voz e mensagens de texto, o engenheiro prevê um futuro cheio de aplicações no terminal que "pode ser muito útil para avaliar as condições do corpo humano e transmiti-las aos nossos serviços de saúde. Será possível prever um ataque de diabetes ou conhecer hábitos que possam nos causar danos", acredita o inventor do primeiro telefone móvel.

Com mais de 80 anos, Cooper ainda está na ativa. Ele deixou a Motorola, empresa na qual deu forma ao primeiro telefone móvel há 36 anos móvel, para ser o diretor-executivo de uma empresa de "antenas inteligentes". Ao contrário das que oferecem cobertura atualmente, o que ele planeja é fornecer gerenciamento não só por zonas, como também com áreas de prioridade de larguras de banda.

PITACANDO
quantos de nóS abririamos mão de nossos celulares , e falando nisso a quantos metros do seu telefone móvel você está , poucos provavelmente , será racional a utilização que fazemos desses aparelhos , ta aí ...é pra pensar...